quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Eram exatamente 15h quando eu fui acordada pelo toque da minha campainha, eu rezei para que não fosse o David e a reza acabou dando certo, era o Samu, o Nicholas e a Victoria, eu sorri para eles convidando-os para entrar, mas eles não quiseram apenas disseram.
            -Emi, vamos até a praia? Tá cheio de turista lá, gente diferente. – o Nicholas disse.
            -Vamos, esperem que eu apenas vou me trocar, cinco minutos, ok?
            Eles concordaram e eu fui até o meu quarto vestindo um biquíni alaranjado de babados, um short branco mais larguinho só que com a cintura mais alta, calcei o chinelo e peguei uma bolsa que continha protetor solar, creme e mais algumas coisas que eu com certeza ia precisar na praia, coloquei meu óculos e joguei o celular dentro da bolsa indo ao encontro do pessoal na porta do apartamento. Quando saímos na porta do residencial, não víamos lugares vagos na areia da praia, víamos apenas cabeças, corpos, pessoas ocupando todos os espaços que haviam na praia, nas calçadas e nos bares ao redor dela. Nós andávamos descontroladamente procurando um lugar que pudéssemos nos acomodar, até que o Samu nos mostrou um espacinho vago no meio da “multidão”. Nos sentamos lá e antes que eu ficasse sem aguentar encostar no meu corpo eu passei bastante protetor, aproveitei para comer algo já que não havia almoçado e não comia nada desde as 7h40, comprei uma salada de frutas e tomei uma água de coco enquanto conversava com o pessoal. A praia estava realmente lotada e com alguns minutos pareceu se encher mais ainda, foi quando o meu celular vibrou. Eu olhei para o visor que indicava um número desconhecido e logo depois li a mensagem que era explicitada pela interação. “É, vermelho e laranja sempre ficaram lindos em você! Está cada dia mais bonita e eu mais morto de saudades, queria muito mesmo me aproximar.”. Nesse momento eu já começara ficar paranóica olhando para todos os lados da praia como se houvesse alguém me seguindo quando uma mão tocou o meu ombro e eu comecei a suar frio. Respirei fundo umas três vezes e quando me virei tive um leve alivio vendo que não se tratava do Foster, era apenas o meu novo “vizinho”.
            -Ei, eu acho que isso te pertence, você deixou cair hoje quando saiu do elevador e quando fui te gritar você já havia entrado. – eu olhei para sua mão estendida e com ela ele segurava minha carteira de motorista.
            -Ahh, obrigada! – eu peguei a carteira de sua mão e sorri pra ele – Eu ando muito distraída, brigada mesmo.
            -Não tem de quê.
            -Qual o seu nome?
            -Juan!
            -Prazer, Juan! Emile. Você está sozinho? – ele assentiu – Senta aí com a gente então! Esses são Samuel, Nicholas e essa é a Victoria.
            Ele os cumprimentou e eu ao abaixar o olhar do rosto dele para o lado esquerdo da praia me deparei com a pior das imagens que eu poderia enxergar agora. O David havia mesmo voltado, estava ali, não era mentira ele estava mesmo me vendo e agora eu vera ele. Era ele mesmo com os mesmo cabelos louros e cacheados como se ele tivesse acabado de acordar, os olhos verdes que traziam um contraste meio azulado e a pele branca, quase da mesma tonalidade da areia do Morro do Careca. Meu corpo esfriou totalmente e foi sendo ligeiramente aquecido no momento que ele percebeu o meu olhar e o retribuiu com um curto sorriso de canto. Eu fui desviando o olhar lentamente até que meus olhos se encontrassem com os do Samuel e eu pronunciasse algumas palavras sem som para ele.
            -Ele está aqui! – eu disse e o Samuel assentiu entendendo por meio de leitura labial o meu trauma carnal.
Olhei-o de novo e agora quem me encarava era ele, foi quando ele fez um gesto com a mão me chamando para ir até ele, antes mesmo que eu pudesse me decidir se gostaria ou não de fazer aquilo meu corpo se levantou da areia e eu disse sem ao menos ter firmeza no que eu dizia.
-Vou andar um pouco, juro que não demoro.
“Juro que não demoro”, eu tentaria não demorar, mas meu corpo sentia tanta saudade dele que agia por impulso. Eu não parei a sua frente continuei andando para que ele entendesse que não ficaríamos por ali, quando ele me alcançou já estávamos um pouco longe de onde os meninos estavam, então ele segurou meu braço e me parou dizendo.
-Eu tava com saudades!
-Você sumiu, me deixou. – foram as únicas palavras que eu consegui pronunciar.
-Era preciso! – ele parou para me olhar e eu já me inundava em lagrimas – Não faz isso comigo, não chora, por favor.
-Tudo bem! – eu enxuguei as lágrimas – O que quer comigo?
-Eu estava com saudades, precisava de te ver. Recebeu as flores?
-Sim. Estava com saudades porque quis, não fui eu que te deixei em uma noite de domingo e sumi sem ao menos te ligar pra dizer que iria embora para sei lá onde e voltaria sei lá quando. Você fez isso, a culpa de tudo que aconteceu é sua e não venha de conversa fiada – eu parei para respirar e secar algumas lagrimas e logo continuei – você sabe que a culpa é sua.
-Eu sei, mas era preciso, juro que era. Mas agora eu to aqui, não me deixe.
-Se eu te deixar você não pode me culpar... Você fez o mesmo.
-Não me faz isso, se eu ficar um dia a mais sem você eu me interno num hospício, é sério.
-Eu já deveria ter me internado. Eu perdi todo o meu equilíbrio sem você.
-Me desculpa, por favor... – ele me puxou pra mais perto – me desculpa!
-Tudo bem, mas tenho que ir agora! – eu disse já me soltando dele.
-A gente vai se ver outra vez? – ele gritou pois eu já estava em uma distância considerável.
-Quem sabe. – eu disse dando de ombros.

Com um minuto eu cheguei onde o pessoal estava e antes que me perguntassem qualquer coisa eu entrei no assunto deles pedindo a Deus que eles não percebessem nada de diferente em mim. Aos poucos foi escurecendo e todos já parecíamos íntimos do meu novo vizinho, os meninos até convidaram-no para sair conosco a noite. Enquanto os meninos trocaram de lado para ir para seu apartamento eu fui conversando com o Juan até o nosso andar e descobri que ele era o meu vizinho de porta. O meu quarto estava uma bagunça total então resolvi arrumar tudo antes de me arrumar. Assim que estava tudo organizado entrei no banheiro para tomar um banho demorado, aproveitei para lavar a minha cabeça e assim que fiz minha higiene pessoal saí do banheiro vestida em minhas roupas intimas. Sequei os cabelos e pranchei-os deixando as pontas levemente onduladas. Maquiei-me bem de levinho, vesti-me em uma saia Isolda inspired, uma blusinha de seda de alcinha e calcei uma sandália preta de salto. Assim que terminei de me arrumar passei um pouco de perfume e peguei uma carteira de mão preta. Tranquei todo o apartamento e toquei a campainha do apartamento do Juan que já estava pronto. Nós descemos até a entrada do residencial e ficamos conversando a espera do Nicholas. Passaram-se cerca de vinte minutos desde que nós estávamos ali e nem sinal do Fusion Titanium 2.0 FWD do Nicholas aparecer então o mandei uma mensagem e logo recebi a resposta. “Já estou quase aí, o trânsito está horrível!”. Junto com ela recebi uma outra mensagem do número que eu sabia ser do David agora. “Namoradinho novo? É horrível ir até seu apartamento te ver e antes de chegar na porta te ver de risinhos com um carinha!”. Eu respirei fundo olhando para os lados e logo o vi do outro lado da rua, nos observando igualmente a um estrategista, até um pouco frio quem sabe. Ele era assim, sempre foi, frio e calculista, observando cada passo meu, sendo quem sabe o meu melhor pesadelo. Não me lembro de vez alguma que o David foi todo coração, eu era a parte coração da historio, por isso em momento algum duvido que para ele foi tão fácil me deixar que ele faria outra vez se tivesse chance.
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
-Merda!
As noites de quinta em Ponta Negra não eram tão agitadas como as noites que vinham a partir de sexta. Eu andava praticamente sozinha pela calçada da praia, em quanto um ou dois casais apenas estavam sentados conversando. Ótimo, nada para fazer, nem ninguém pra dividir esse nada. Não se escutava som algum na avenida, até por esse motivo consegui ouvir o som do meu estomago pedindo algo que minha boca pudesse se deliciar. Resolvi então parar no Beleza Choperia, já que foi o primeiro letreiro que vi. Se houvesse sete mesas ocupadas ali seria muito, então me sentei em uma quem sabe quinta mesa e me acomodei esperando que alguém viesse me atender. Quando o atende chegou me entregando o cardápio eu me atentei apenas nos nomes de comidas que haviam ali, até meu nome ser pronunciado em um som um tanto quanto alto.
-Emile. – eu me virei para olhar.
-Oi Jessica! – eu me limitei a dizer e voltei a olhar para o cardápio.
-Por acaso você viu o Samuel? Nós saímos juntos, mas em algum momento eu perdi ele.
-Seu irmão?
-Sim.
-Não eu não vi. Na verdade não vi ninguém hoje a não ser você, a rua ta mó parada.
-Ata. Vou me sentar com você então, pode?
-Claro que pode! Já que ta aqui... Vamos comer fritas e peixe! – eu entreguei o cardápio pro garçom – E pra beber dois chopes. Obrigada! – eu esperei o garçom se virar para voltar a conversa pra Jessica – Mas o Jess, você não tentou ligar pra ele não?
-Oh, mas é claro que tentei, mulher. Ele não me atende!
-Era o que eu imaginei, ele deve estar com alguma menina por aí, te aquiete aí.
-É! Mas e você o que faz aqui?
-Não queria ficar no apartamento. Vim tomar um ar e ver gente, mas não tem ninguém na rua, como você mesma viu.
-Pior. Por que não ligou pra mim, pros meninos ou pras meninas?
-Deve ter só uns vinte minutos que saí de casa, mulher. Só pra você ver, saí com a roupa que eu tava.
-Hmmm. – ela disse olhando pra mim e logo depois pro seu celular que vibrava em cima da mesa – Meu irmão, vou atender e já volto.
-Beleza.
Não demorou muito para a Jess voltar e assim que se sentou nosso pedido chegou. Nós comemos e bebemos tranquilamente e depois cada uma foi para o seu lar, que não era muito longe dali. Quando abri a porta do apartamento me deparei com um buquê Dendron em cima da mesa, fechei então a porta e me dirigi até ele, entre as flores havia um envelope, então peguei-o e me sentei na cadeira para que eu pudesse lê-lo. “Flores podem até não significar nada para mim, mas sei que você ama e gosta principalmente de Dedrons, esses estão lindos como você, sei que errei, sumi e em meio a isso tudo te perdi. Mas eu to de volta à Natal e queria muito te ver, No canto direito do cartão tem o meu número – eu parei um segundo para olhar, mas logo voltei a ler – se quiser mesmo se encontrar comigo, se estiver com saudades de mim como estou de você... me liga. Eu te amo, de verdade mesmo e você não sabe o quanto foi difícil esses meses sem te ter. Com amor, David.”. Eu fiquei alguns minutos parada, lendo e relendo o nome que contava na ultima linha do cartão, era impossível que aquilo fosse a mais pura verdade de todas, ele não podia ter voltado, não agora, não pra abalar todo o meu equilíbrio interior, equilíbrio ao qual eu havia conseguido restaurar a apenas um mês, um mês dos dez meses que haviam se passado depois que ele foi embora, ele havia me deixado sozinha, sozinha no mundo em que não havia ninguém por mim além dele e meus oito amigos. Claro que a família deles sempre fizeram com que eu me sentisse da família, mas a verdade é que eu não era, eu não tinha uma família de sangue, ou melhor não tinha grande parte dela, do maior elo de sangue que existia eu tinha apenas meus avós por parte de mãe, minha mãe havia morrido quando eu nasci, meu pai morreu quando eu tinha 4 anos em um acidente na fabrica em que ele trabalhava. Meus avós também não tinham ninguém além de mim, os dois eram filhos únicos e além disso haviam perdido os outros dois filhos quando ainda eram bebês com uma pneumonia forte. Minha família por parte de pai eu não tinha contato algum, nunca tive, meus avós morreram antes de eu nascer e eu sabia que tinha um tio que depois da morte do meu pai se mudou para fora do país. Eu morei com os meus avós até os quatorze anos em Parnamirim, aí foi quando me mudei para Natal para estudar. Quando me dei conta eu já estava aos prantos, então resolvi que não tomaria decisão alguma com o equilíbrio no chão como eu estava, eu não pensaria em nada a agora, me forçaria a deixar minha mente em branco, tomaria um banho e dormiria. E não foi difícil deixar isso acontecer, após um banho frio e demorado, eu coloquei a camisola que havia vestido na noite passada e apaguei no emaranhado de pensamentos que tentavam inundar o meu corpo. Quando acordei já eram 7h, eu não podia me atrasar hoje era o ultimo dia da faculdade, ou seja, logo mais estaria de férias e daqui a alguns minutos enfrentaria um transito infernal, já que normalmente a partir desse dia a cidade já não cabia mais turistas. Eu peguei a toalha que eu havia pendurado na cadeira e fui até o banheiro já despida e banhei-me. Saí do banheiro vestida em minhas roupas intimas, quando cheguei ao quarto penteei os cabelos rapidamente e vesti-me em uma blusa de mangas curtas branca – quase transparente – e uma calça jeans skinny preta com as bocas dobradas e calcei um chinelinho de pedras. Eu saí do quarto indo em direção da cozinha, liguei a maquininha de café que eu havia ganhado da minha avó, coloquei o saquinho de pó de cappuccino e apartei no botão do mesmo para que ele fosse feito. Eu o bebi devagar e depois fui até o banheiro escovar os dentes, na saída peguei a bolsa que estava pendurada na porta do meu quarto e fui até a garagem do prédio. Como eu havia dito a cidade estava um caos, principalmente Ponta Negra por causa da praia, ainda bem que de Ponta Negra a Lagoa Nova não era longe. Quando cheguei ao Campus dei de cara com o Daniel saindo de seu carro que estava estacionado logo ao lado do meu.
-Ei Dani! – sorri pra ele.
-Oi Emi! – ele disse me olhando e depois olhando para dentro do carro.
-Quer que te espere?
-Quero sim, obrigado.
Eu o esperei escorada ao meu carro enquanto refletia se contaria para eles ou não sobre a volta do David. Já que apesar de sermos todos amigos nenhum deles a não ser o Max aprovava qualquer tipo de relacionamento entre nós dois, imagina... Agora depois de dez meses do repentino sumiço dele que eles não aceitariam mesmo que eu me encontrasse com ele. Decidi que não falaria agora, que ia me decidir sobre me encontrar ou não com ele e aí sim falaria com eles. Quando o Dani terminou de fazer o que estava fazendo nós entramos, hoje teríamos só três horários e pronto férias. Ao entrar na sala estavam todos sentados em uma rodinha de menos eu e o Daniel, a panelinha toda feita: Max, Samuel, Nicholas, Jessica, Alicia, Laura e Victoria. Eu e o Dani nos sentamos junto a eles e os horários pareceram se arrastar, deve ser porque eu estava guardando meu segredo burro de amor. Quando ele terminou fui andando até o carro com o pessoal e quando estávamos quase chegando perto do estacionamento a Monique, vulgo ex comida do David, chegou perto da gente dizendo.
-Han... O David te procurou Munhoz? – eu fiz cara de quem não entendeu – Awn, que bonitinha, ele volta pra cidade e nem procura o “amor” – ela fez aspas com as mãos – da vida dele.
-Ohoh, as idéias dessa garota. O David na cidade? – o Max disse rindo.
-Não é mentira, garoto. Ele foi na minha casa, não foi na sua né? Que dó. – ela disse rindo.
-Vamos Emi. A gente ta atrasado! – o Samuel disse passando as chaves do carro dele para Jessica.
            Eu fui andando com ele até meu carro e quando chegamos na porta ele disse.
            -Ei me deixa dirigir pra você!
            -Eu tô bem, juro.
            -Deixa?
            -Tá. – eu joguei a chave pra ele.
            Eu teria que contar, ao menos para ele, eu teria. As provocações da Monique não me fizeram nem cócegas, claro que não foi fácil ouvir ela dizer que ele foi até ela e que as palavras dele não eram tão verdadeiras assim, mas ele sumiu, me deixou sem nenhuma palavra, eu sinceramente não achava que nós tivéssemos um relacionamento nesse momento, então estava tudo bem, ele não havia me traído. Eu me sentei no banco do carona pondo o cinto e assim que ele saiu da área da faculdade ele disse.
            -Você não sabia né?
            -Que ele havia voltado? – ele assentiu – Sabia sim.
            -E por que não disse?
            -Eu não tava afim.
            -Ele te procurou?
            -Sim. – cocei a cabeça – Han, mais o menos, ele foi até o prédio e como eu não estava lá me deixou flores com um cartão.
            -Tinha alguma coisa demais no cartão?
            -Ele deixou o número dele no fim do cartão e disse que se eu quisesse encontrá-lo era para ligar.
            -Você ligou?
            -Não, eu ainda não decidi o que eu quero fazer.
            -Han... Você sabe que nós somos todos amigos – ele deu uma pausa – apesar do que ele fez nós somos, mas que não somos a favor de vocês se relacionarem, mas se ver ele vai te fazer feliz, nós damos o maior apoio.
            -Eu sei, por isso só ia contar depois que me decidisse o que faria.
            -Ata, mas você ta bem então?
            -Estou, equilibradíssima se é o que você quer saber.
            O resto do caminho nós fomos calados, quando ele chegou na frente do apartamento dele parou o carro e me deu um beijo no rosto dizendo.
            -Se precisar estou aqui, vamos sair hoje né?
            -Vamos sim, ta combinado. Brigada, beijo. – eu sorri para ele e pulei pro banco do motorista dirigindo até o meu prédio.
            Eu coloquei o carro na minha vaga, e enquanto andava abri a bolsa tentando achar a minha chave, quando olhei na direção do elevador ele estava se fechando então gritei.
            -Ei, por favor segura a porta pra mim. – a pessoa que eu nem sabia quem era segurou a porta e eu corri para alcançar o elevador.

            Entrei no elevador sorrindo e agradeci. Ele deveria ser novo e morava no meu andar, então certamente seria novo no lugar, eu esperei o elevador abrir a porta e fui em direção ao 501. Abri a porta do meu apartamento e antes mesmo da fome bater apaguei no sofá em meio as palavras do Samuel “mas se ver ele vai te fazer feliz, nós damos o maior apoio.”. Será que se as meninas e o Nicholas soubessem iam dar mesmo apoio? Eles eram os mais contra isso, já que tiveram que me agüentar quase entrando em depressão durante meses. O que eu apenas sabia era que estava perdida não sabia se queria vê-lo, se aguentaria vê-lo ou se não desejava vê-lo nunca mais, se queria sumir, eu não sabia.